Introdução: Falamos no link O Q.I. da H.Q. prioritariamente sobre quadrinhistas e lançamentos independentes, mas não podemos iqnorar que a maioria dos quadrinhos que lemos está nas mãos das grandes editoras. Essas grandes editoras formaram impérios financeiros depois de adquirirem a preços irrisórios personagens que hoje fazem parte das nossas vidas, como se fossem pessoas de verdade. Muitos desses personagens, mesmo tendo quem não saiba ou não admita, estão incrustados na personalidade de cada um de nós. É o Q.I. (Quociente de Inteligência) da H.Q. (História em Quadrinhos), que dá nome a esta sessão. Como uma arte aparentemente banal pode influenciar tanto o mundo ocidental (comics) e oriental (mangás)? A resposta para essa pergunta está no coração do homens e o mau que está nos corações dos homens SÓ O SOMBRA SABE...HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA!

 
 
Recordando uma aventura candanga de 1998...
 

Rio de Janeiro, ano indefinido. A cidade já foi chamada de Babilônia, tal sua beleza natural, que hipnotiza e conquista. Nesses tempos, a cidade é palco de violência e desgraça social, mas também é o cenário da exposição da Pintora Elizabeth Takashi, uma mulher sensual e misteriosa que está à frente das Takashi Enterprises desde que seu irmão foi morto pelas próprias mãos do senhor Yamata, líder de uma organização criminosa e diretor da Yamata Cybernética. Para desmantelar a organização do perverso executivo e mafioso japonês, a linda senhorita Elizabeth Takashi empreende uma cruzada sangrenta, apoiada em seus poderes e habilidades especais, sob o pseudônimo de LADY DRAGÃO.

Em 2001, Nestablo Ramos Neto (Guará/DF), elaborou novo projeto para sua personagem Lady Dragão, dessa vez em revista solo com a saga completa, contendo 92 páginas P/B, um pôster de página dupla e duas capas coloridas, uma delas desenhada pelo próprio Neto. A outra foi encomendada a Marcelo Campos, um dos sócios da Fábrica de Quadrinhos, de São Paulo. Marcelo Campos, entre outros trabalhos, na época já havia desenhado histórias da Liga da Justiça e do Superman, sendo um dos primeiros brasileiros a se destacar na indústria americana de quadrinhos de super heróis.

No Ano 3 após a grande invasão, o planeta Terra se trasnforma numa grande fonte de resíduos orgânicos e de minério. A temperatura elevada e a escassez de água fizeram com que os poucos humanos sobreviventes às guerras vivam escondidos nas profundezas, fujindo do Sol, que se tornou letal para eles. Invasores extra-terrestres se instalaram na superfície para escravizar e explorar tudo que restou do planeta. Incansavelmente, Os humanos tentam enviar equipes de pesquisadores em busca de outros mundos que possam oferecer condições terrenas de sobrevivência, liderados pelo ditador Rasek, que detém todo o poder científico e tecnológico. Tentando furar o bloqueio dos mutantes que conseguiram resistir à radiação solar e dos invasores extra-terrestres, os humanos desenvolvem cyborgs guerreiros. Um desses cyborgs é ERAH, que tem aparência feminina e está no último nível de testes. Em breve, ela estará pronta para entrar em ação a serviço de Rasek.

 

 

 

Reunidos na Sala da Justiça, quero dizer, na primeira sala que alugamos para ser o escritório da Mult Art, Maurício Júnior e Neto, autores das sagas "NO FIM DOS TEMPOS" e "LADY DRAGÃO" tentavam me convencer (Tomaz) a publicar suas criações. Escaldado por outras tentativas frustadas e mais frustrado ainda por não estar produzindo o meu fanzine de quadrinhos "O ESPÍRITO DE PORCO" naquela época, procurei dissuadí-los: "muito trabalho", "ocupado demais para isso". Imediatamente, Maurício Júnior me lembrou que ele havia voltado a trabalhar na Mult Art, deixando uma promissora carreira num estúdio de animação (mentiroso), só porque sabia que eu estava transformando o estúdio de arte-final em gráfica e que iria apoiá-lo na empreitada por causa da minha paixão pelos quadrinhos. Fui informado depois que o estúdio de animação na verdade estava fechando. Maurício e Neto, portanto, tinham tempo de sobra para rabiscar suas viagens. De qualquer forma, a chantagem funcionou. Com direito até a entrevista na televisão (TV Brasília) conseguimos editar o único número da revista sob protesto do meu antigo sócio (João Cambão) que se descabelou ao contabilizar um prejuízo inicial enorme e saber que ainda tínhamos planos para lançar mais quatro números que completariam a saga. Fomos vencidos pela força das "verdinhas", tal qual radição de kriptonita. Vida de herói em cidade pequena é foda!

 
Atração especial da aventura de 98: uma entevista com Jô Oliveira, um mestre radicado em Brasília

 

A apresentação abaixo é uma transcrição fiel da apresentação que fizemos nas páginas centrais da revista MULTI COMIX, com Lady Dragão e No Fim dos Tempos, editada em 1998.

 

Jô Oliveira é um nome conhecido entre os qudrinhistas e artistas gráficos de Brasília e do Brasil, além de ser reconhecido como um grande talento no exterior. Aliás, Jô Oliveira sempre foi mais conhecido fora do país, mas isso não fez com que ele abandonasse sua carasterística de produzir quadrinhos com temas nacionais, desfiando um novelo de candaceiros, coronéis, ídios e jagunços por suas páginas.
Como artista gráfico, Jô produziu pôsteres, cartazes, capas de livros, logomarcas para empresas e até uma série premiada de sêlos paras os Correios.
Batalhador incansável dos quadrinhos, publicou histórias no Pasquim na década de 70 e lutou, juntamente com outros "heróicos combatentes", para produzir uma revista em Brasília. Dentre suas inúmeras atividades como ilustrador, ficou conhecido por desenhar para livros infantis, onde destacamos o título "O Pavão Misterioso". Com patrocíno da Embaixada da Espanha, publicou em 1994 "As Amazonas - A Conquista do Rio-Mar pelo Capitão Fancisco Orellna", uma história com 24 páginas de quadrinho, todas em policromia.
Em 1995, Jô Oliveira fez uma exposição no Espaço Cultural da 508 Sul intitulada "20 anos de Quadrinhos", com a qual tentava passar adiante sua experiência, motivando novos artistas.
Uma característica marcante de Jô foi sempre incentivar quem está começando, dando força e estimulando a criatividade. Como professor da UnB, procurou entender porque o curso de Educação Artística incentiva os alunos a abandonarem o figurativo para enveredar por caminhos abstratos. Talvez por não encontrar respostas entre seus colegas de ensino, abandonou a Universidade, deixando "órfãos" os alunos que queriam seguir seus passos.
Dono de um traço forte, Jô Oliveira não abre mão de seu estilo. Mesmo atento ao avanço da computação gráfica, utiliza uma técnica bastante simples de ilustração, usando ecoline (tinta tipo aquarela) sobre nankin para produzir suas páginas.
Confira nesta entrevista concedida à jornalista Ana Heloísa, com exclusividade para a Mult Comix, o que Jô Oliveira pensa sobre os quadrinhos de um modo geral.

Conheça a Gibiteca Jô Oliveira e leia a entrevista completa dada pelo quadrinista à jornalista Ana Heloísa em 1998, época do lançamento da revista MULT COMIX.